sexta-feira, 29 de abril de 2011
Equipamentos necessários
Um exemplo do quero dizer é a trilha para o Vale do Pati que pode ser feita sem barracas ou sacos de dormir se o trilheiro deseja dormir em casa de nativos. Existe uma comunidade tradicional nesta área.
Os equipamentos são:
Estojo de primeiros socorros - O que colocar dentro varia de acordo com os participantes. Você é médico? Rs... Sugiro que pesquise sobre o assunto. Um Guia de Montanha experiente deve ter um estojo adaptado ao local onde trabalha.
Repelente para insetos
Protetor solar
Boné (o sol pode ser muito forte na Chapada Diamantina)
Cantil
Uma bota adequada e bem adaptada aos pés (bem surrada de preferência, mas confortável e resistente)
Mochila (resistente e confortável)
Roupas leves que não retenham água
Barraca / saco de dormir e isolante térmico
Pratos e talheres
Lanternas com pilhas extras
GPS - brincadeirinha, rs... Não vai te servir por essas bandas
Pequeno estojo com escova de dentes, creme dental, sabão neutro e algo mais que julgue de extrema necessidade. Lembrando que existem normais de conduta bem rígidas em uma área de preservação permanente.
Saber como arrumar sua mochila é muito importante, sugiro que ponha coisas mais leves na parte de baixo. Importante também que a mochila não ultrapasse o peso adequado, pois esses podem aumentar bastante depois das primeiras horas.
Naturalmente toda a alimentação é dividida entre os participantes, então deixe espaço em sua mochila para coisas de uso coletivo. Normalmente um Guia de Montanha providência panelas, fogareiro, cordas e outros materiais que não foram listados.
Roteiro de Volta ao Parque
Ao redor do Parque Nacional da Chapada Diamantina estão localizados os municípios de Lençóis, Andaraí, Mucugê, Ibicoara, Palmeiras e Iraquara. Área onde se encontra a APA (área de proteção ambiental) Marimbús - Iraquara. A proposta deste roteiro é proporcionar ao visitante uma viagem no tempo, observando e entendendo o processo de desenvolvimento da região através da extração do diamante e das suas diversas fases econômicas. Arquitetura, história e os personagens que ajudaram a formar este maravilhoso cenário estarão presentes em cada detalhe desta aventura. Junto a isso temos os principais atrativos naturais de cada município.
Este roteiro pode ser modificado de acordo com o número de dias disponíveis e escolha dos atrativos. Lembrando que o que pretendo com essa formatação é oferecer a experiência de quem passeia por essas cidades a 22 anos, quinze destes como Guia de Turismo.
Dia 1: Partindo do Vale do Capão (distrito de Palmeiras) seguimos até a cidade de Ibicoara (extremo sul do Parque) serpenteando a Serra do Esbarrancado por estrada de barro. Visual perfeito do limite oeste do Parque. Em Ibicoara aponto como dois dos mais bonitos atrativos naturais dessa região as cachoeiras do Buracão e Fumacinha. Pernoite em Mucugê.
Dia 2: Depois de visita ao cemitério Bizantino, seguimos em direção ao distrito de Xique-Xique de Ígatu (pequena vila onde moravam cerca de 3.000 habitantes hoje conta com uma pequena comunidade com cerca de 300. Viveu o seu apogeu na época do diamante. É muitas vezes chamada de Machu Picchu brasileira. Lá nós podemos observar bairros inteiros de ruínas de casas de pedra feitas pelos garimpeiros). Seguimos então até a cidade de Andaraí e depois de um tour pela cidade rumamos em direção ao Poço Encantado e Poço Azul. Pernoite na cidade de Andaraí.
Dia 3: Seguimos para a cidade de Lençóis. Trilha para a Cachoeira do Sossego e Ribeirão do Meio. City tour pela cidade e pernoite.
Dia 4: Seguimos para as grutas de Iraquara, passando pelo Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio e seguimos para a Gruta da Torrinha (uma das mais importantes do mundo pela diversidade de espeleotemas). Visita ao balneário da Pratinha para mergulho em caverna e visita a Gruta Azul. Retorno para o Vale do Capão.
Estrutura do roteiro
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Trilhas de longa distância
A minha intenção nessa página é mostrar as diferentes possibilidades de caminhadas com pernoite, proporcionando desta maneira uma facilidade maior na escolha desses roteiros.
As principais trilhas de longa distância no Parque Nacional da Chapada Diamantina são:
Vale do Pati
Conhecida como a trilha mais bonita do Brasil, abriga uma comunidade tradicional hoje com apenas onze famílias, essas famílias recebem visitantes de todas as partes do mundo oferecendo serviços de hospedagem com alimentação. este roteiro pode ser feito de três a sete dias, dependendo da quantidade de atrativos naturais que se queira visitar. Também muda-se o formato do roteiro de acordo com os pontos de chegada e partida e condicionamento físico dos participantes. Pode ser feito dormindo em casa de nativos, pontos de apoio ou em tocas com o auxílio de barracas, sacos de dormir e isolante térmico.
TEMPO DE CAMINHADA: 6h por dia em média
NÍVEL DE DIFICULDADE: médio
Exemplo de roteiro para travessia Vale do Capão / Andaraí
Dia 1: Essa trilha começa no Vale do Capão. 8h:30 partimos de jeep até a vila do Bomba (início da trilha). Seis horas de caminhada passando pelos altiplanos do Vieira e Serra do Esbarrancado. Subida por antiga trilha de garimpo, belíssimo visual sobre o conjunto da Serra do Sincorá. Vegetação rupestre, plantas insetívoras (Drosera), Canelas de Ema (esp. Veloziae) centenárias, Bromélias de altitude e muito mais. A ocorrência do Gavião Pé de Serra (maior gavião brasileiro), além de muitos outros animais; inclusive onças. A trilha cruza o divisor de água do Rio Preto e segue em direção ao sul até chegar ao Vale do Pati.
Dia 2: Descida do cânion dos Funís. É necessário atenção e flexibilidade para descer todas as cachoeiras com segurança. Esse é um roteiro considerado de dificuldade média. Um dia perfeito para descansar curtindo as cachoeiras do Vale do Pati.
Dia 3: Subida ao Morro do Castelo. 1h30min até o cume do morro. 20 minutos de travessia da gruta por dentro do morro até a janela, de onde temos uma vista surpreendente a 1.500 metros em relação ao nível do mar. Nesse mesmo dia saímos em direção ao pati de baixo para pernoite na prefeitura (antigo prédio de administração do município de Andaraí que serve hoje como ponto de apoio).
Dia 4: Vale do cachoeirão. Abriga o macaco Barbado (Bugio - Alouatta Caraya). Durante as chuvas caem cerca de quinze cachoeiras desse Vale. Um dos atrativos mais interessantes deste roteiro.
Dia 5: Caminhada para a pacata cidade de Andaraí, passando por antigos garimpos de diamante, tocas e regos do século passado. A longa subida em Ziguezague (Ladeira do Império) é de tirar o fôlego, mas o espetáculo da vista compensa o esforço. O colo do Rio Baiano ofereçe um visual surpreendente sobre toda extensão do Vale do Pati e a Serra das Guaribas. Chegada em Andaraí prevista para às 18h.
Vantagens deste roteiro
O Vale do Capão no município de Palmeiras é visto como um lugar muito especial por causa de sua beleza natural, cercado pelas Serras do Candombá e do Sobradinho. Quando chove as cachoeiras caem no vale formando um belíssimo espetáculo da natureza. Os nativos e alternativos vivem de maneira simples e vivenciam uma conexão perfeita com a natureza ao seu redor. Além do Vale do Capão o participante tem a oportunidade de conhecer uma das trilhas mais bonitas do Brasil em quatro dias de caminhada. O Vale do Pati fica localizado no coração do Parque Nacional da Chapada Diamantina e o contato com a comunidade local é uma experiência única e inesquecível. Andaraí é uma cidade onde se pode observar bem de perto a força da influencia das épocas áureas do diamante na região.
Estrutura do Roteiro
É possível acampar, dormir em quarto coletivo com o uso de saco de dormir e isolante térmico, optar por quartos com camas ou ainda fazer acampamentos selvagens. A refeição será preparada (ou encomendada) quando chegarmos aos pontos de apoio. O café da manha poderá ser servido em horários diferentes dependendo do roteiro escolhido.
Cachoeira da Fumaça por Baixo
Esta travessia pode ser feita partindo de Lençóis ou Vale do Capão. Pode ser feito de três a quatro dias, dependendo da quantidade de atrativos naturais que se queira visitar. A Cachoeira da Fumaça é uma das maiores cachoeiras do Brasil em queda livre, com 380 metros de queda livre, proporciona uma das mais fantásticas experiências que um visitante pode experimentar no Parque Nacional. Neste roteiro o participante vai se relacionar com cânions, despenhadeiros e travessia de rios. Fundamental desenvolver espírito de aventura e condicionamento físico. Também não precisa ficar assustado, né?! rs...
TEMPO DE CAMINHADA: 5H por dia em média
GRAU DE DIFICULDADE: Difícil
Dia 1: Partimos do Vale do Capão. Subimos aproximadamente 45 minutos e atravessando o Campo Rupestre do platô da Fumaça chegamos ao ponto de observação da cachoeira. Depois descemos em três horas até a toca do macaco, onde paramos para pernoite e jantar.
Dia 2: Visita ao poço da Cachoeira da Fumaça por Baixo. Mata ciliar de uma beleza que impressiona realmente! Retorno a toca e continuação da trilha seguindo o Rio Capivarí até a toca do Rio Capivara. Pernoite
Dia 3: Visita a Cachoeira do Palmital e caminhada até Lençóis, passando pelas catras de diamante da Serra do Veneno e escorrega natural do Ribeirão do meio.
Vantagens deste roteiro
Conhecer o Vale do Capão (situado dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina abriga Caeté-açú, uma vila que surgiu com a descoberta das jazidas de diamantes na região e se definiu como fornecedora de alimentos para os garimpeiros e grandes centros. Certamente um dos mais bonitos povoados do Brasil. Cachoeira da Fumaça por cima e por baixo e a cidade de Lençóis, onde o visitante vai ter a oportunidade de conhecer um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos do Brasil. Cidade portal do Parque Nacional, com uma comunidade tranquila e receptiva e um trade turístico super desenvolvido, onde o visitante poderá encontrar desde comida típica a restaurantes internacionais.
Cachoeira do 21
Essa trilha é para quem gosta de aventura mesmo! Apesar de curta o acesso é muitas vezes difícil. O cânion do 21 é um lugar especial realmente! Importante roteiro também porque pode ser feito em dois dias, bom pra quem quer se aventurar pelo Parque, mas não tem muito tempo para caminhar. Sugiro que dê uma olhada em um vídeo que editei neste local.
Dia 1: Partindo do Vale do Capão subimos até a Cachoeira da Fuamaça por cima. Descemos o Corrego Verde e continuamos pela mata ciliar do Corrego Branco até a Cachoeira do 21 onde paramos para pernoite na toca.
Dia 2: Após café da manhã desmontamos acampamento e descemos até a Cachoeira do Fundão e caminhando pela mata ciliar chegamos ao Grisante (acesso a cidade de Lençóis pelas catras de diamantes do Rio Serrano.
Vantagens deste roteiro
Conhecer a Cachoeira da Fuamaça (uma das maiores do Brasil em queda livre). O cânion do 21 e a cidade de Lençóis.
Estrutura do roteiro
Pode ser feito partindo de Lençóis ou do Vale do Capão. Pernoite em toca com barraca ou saco de dormir. Necessário levar todo equipamento e estrutura de alimentação.
Mixila
Roteiro que pode ser feito em quatro ou cinco dias. Reúne as cachoeiras mais bonitas do acesso norte do Parque Nacional.
Grau de dificuldade: difícil
Tempo de caminhada: 5h por dia
Dia 1: Subimos o Morro Branco do Vale do Capão e descemos até a toca da Cachoeira das Lages.
Dia 2: Visita a Cachoeira dos Caldeirões. Voltamos para a toca, desmontamos acampamento e seguimos para a Cachoeira das Lages para pernoite.
Dia 3: Visita a Cachoeira do Mixila (ápice do nosso roteiro) e retornamos ao acampamento.
Dia 4: Visita a Cachoeira do Capivarí e caminhada pelas catras de garimpo até a cidade de Lençóis.
As vantagens deste roteiro são as Cachoeiras e a presença forte das catras de diamantes que evidenciam a época da extração do diamante na região.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Currículum
Minha intenção é mostrar a Chapada Diamantina, com todos os seus encantos, da maneira como a vejo. Com a experiência de quem viveu intensamente 22 anos de crescimento continuos nessa região.
Fui secretário da Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão.
Participei do processo de criação dessas Associações.
Brigadista de Combate a Íncêndios Florestais - IBAMA (PREV-FOGO) 2001
Guia de Turismo há quase quinze anos no PARNA-CD
Guia de Turismo e Supervisor Operacional no Complexo de Sauípe - Litoral norte da Bahia
Experiência em hotelaria (várias funções, rs...) Ilha de Itaparica 1997
CURSOS:
Curso ainda incompleto de Guia de Turismo no SENAC
Guia Rural FETAG
Qualidade no atendimento ao turista SESC
Inglês
Roteiros personalizados - monte seu roteiro mais parecido com você.
Agende sua trilha
trilhasnachapada@hotmail.com
Telefones: 75 3344 1029 ou 71 31818006
Let's nessa?!